Porque precisamos falar com as crianças sobre Senso Crítico Digital

Porque precisamos falar com as crianças sobre Senso Crítico Digital

O mundo online é potente e devemos engajar as crianças a desfrutá-lo, sim. Mas, assim como na praça pública, para acessar a Internet, é preciso ter senso crítico, saber o que é benéfico ou danoso – e é nosso papel de pais de nativos digitais mediar a conduta dos filhos no mundo virtual – não só na pracinha do bairro. 

 

Não tem jeito: logo nas primeiras semanas do isolamento social, as telas invadiram as casas com o pé na porta, mesmo naqueles lares onde elas eram comedidas e pediam humildemente licença para ficar. Bom, a verdade é que ainda bem que as telas existem.

A OMS e a Sociedade Brasileira de Pediatria são claras quanto às recomendações sobre tempo de uso de tela para as crianças – e, sim, sou a favor delas. Mas, nós não estamos em condições normais de temperatura e pressão. Por isso mesmo, a discussão da relação crianças e telas vai muito além do tempo de exposição. É sobre o seu filho ter senso crítico em relação ao que assiste, consome e em como se expõe na rede.

Todas as crianças têm direito a ter acesso à internet e com autonomia. Proibir um conteúdo ou outro funciona até certa idade – afinal, os filhos tendem a transcender os pais e mesmo que usemos um app de controle parental poderoso, eles terão acesso àquilo que você teme através dos amigos (todos já fomos adolescentes, certo? Sabemos a real).

O nosso desafio como pais não é eliminar os riscos que Internet pode introduzir – exposição íntima, conteúdo de incitação ao ódio, entre vários outros. É dialogar sobre eles, assim como orientamos sobre não aceitar caronas e (deveríamos falar explicitamente) sobre drogas, predadores sexuais, bullying e preconceitos. 

Aposte em estratégias de uso positivo da rede: incentive o equilíbrio tecnológico, o consumo de informação verdadeira, um feed positivo e a percepção do que o que a criança consome lhe causa. Converse, não imponha. Queremos nossos filhos sozinhos no mundo online, mas com postura crítica e não apenas como consumidores passivos. 

Conteúdo escrito por Laís Rume. CEO e Fundadora da Íris Lab, fez carreira no mundo corporativo por 10 anos até virar mãe do Antônio e querer mais propósito em sua vida. Hoje, trabalha em prol da construção de uma relação bem-sucedida entre crianças e telas e acredita na formação de uma geração emocionalmente inteligente. A Íris Lab disponibiliza duas ferramentas de auto-percepção online e controle de telas para que as famílias a introduzir a pauta do mundo online em sua casa, incentivando a autonomia da criança!

Add Comment

Your email is safe with us.

Entrar SchoolAdvisor

Para login mais ágil, use suas redes sociais.

ou

Os detalhes da conta serão confirmados por e-mail.

Criar nova senha